Romancista egípcia Salwa Bakr
é a grande vencedora no Prêmio Literário BRICS
O Prêmio de Literatura BRICS é um
novo prêmio internacional criado em novembro de 2024 no Fórum de Valores
Tradicionais dos BRICS. O Prêmio apoia autores contemporâneos cujas obras
refletem os valores culturais e espirituais dos povos dos BRICS e promove a
tradução e publicação de literatura nos idiomas dos países membros. O júri do
Prêmio é composto por especialistas literários e acadêmicos de cada país
membro. Os indicados são apresentados pelos membros do júri ou seus
representantes autorizados.
Salwa Bakr, nascida no bairro de
Matariyya, no Cairo, em 1949, é uma romancista e crítica literária egípcia. Autora
de sete volumes de histórias curtas (incluindo The Wiles of Men, AUC Press,
1997), sete romances, e uma peça de teatro. Suas obras foram traduzidas para mais
de uma dezena de idiomas e possui reconhecimento internacional.
Seu pai era ferroviário. Estudou
administração na Universidade Ain Shams, onde se formou em 1972. Em 1976,
obteve outro diploma de bacharel em crítica literária, antes de iniciar uma
carreira no jornalismo. Trabalhou como crítica de cinema e teatro para diversos
jornais e revistas árabes. Bakr viveu no Chipre por alguns anos antes de
retornar ao Egito em meados da década de 1980.
O pai de Bakr faleceu jovem,
deixando sua mãe viúva e pobre. Sua obra frequentemente aborda a vida dos
pobres e marginalizados. Em sua coletânea de contos de escritores árabes, o
crítico literário sérvio Srpko Leštarić escreveu: "Parte da popularidade
de Salwa Bakr reside no fato de ela ser uma força contrária às vozes
conservadoras que desafiam sua obra por se sentirem ameaçadas por ela." Em
particular, muitos de seus contos abordam os problemas enfrentados por mulheres
de diferentes classes sociais na sociedade egípcia, como exemplificado nas
histórias contadas por detentas em seu romance A Carruagem Dourada.
Em 1985, ela publicou sua
primeira coletânea de contos, Zinat at the President's Funeral (Zinat no
Funeral do Presidente), que obteve sucesso imediato. Desde então, publicou
diversas coletâneas de contos e romances. Seu romance de estreia, de 1993,
chama-se Wasf al-Bulbul (A Descrição do Rouxinol).
No II Fórum do Brics “Valores
Tradicionais”, realizado entre 15 e 17 de setembro de 2025, em Brasília foi
assinada a declaração de criação da União de Escritores do Brics (Brics Literature Network). A
liderança ficou a cargo do copresidente da União de Escritores da Rússia, Vadim Terekhin, e do presidente da Academia de
Letras do Brasil, Marcos Freitas. Na ocasião foi anunciada a lista
longa dos finalistas do Prêmio Literário BRICS.
A lista longa do Prêmio de
Literatura dos BRICS incluía 27 escritores dos países do BRICS. Representando o
Brasil estavam Ana Maria Gonçalves, Patrícia Melo e Ricardo Aleixo. Os
indicados da Rússia foram Alexey Varlamov, Andrey Gelasimov e Dmitry Danilov.
Representando a Índia: Jai Vasavada, Dr. Rajan Kumar e Sonu Saini. A China foi
representada por Ma Boyong e A Yi. A República da África do Sul foi
representada por Nthabiseng JahRose Jafta, Bongeka Mhlongo e Zainab Khan. Dos
Emirados Árabes Unidos: Dr. Ali Bin Tamim, Maysun Saqr e Reem Al Kamali. A
Etiópia foi representada por Abere Adamu. Os indicados do Irã foram Mansour
Alimoradi, Majid Ghaisari e Reza Amirkhani. Indonésia: Iksaka Banu, Intan
Paramaditha e Denny JA. Egito: Ibrahim Abdel Meguid, Salwa Bakr e Fathi Embabi.
A lista curta, anunciada em Jakarta,
na Indonésia, em 27 de outubro de 2025, incluiu dez autores dos países BRICS:
Ana Maria Gonçalves (Brasil), Aleksey Varlamov (Rússia), Sonu Saini (Índia), Ma
Boyong (China), Nthabiseng JahRose Jafta (África do Sul), Reem Al Kamali
(Emirados Árabes Unidos), Abere Adamu (Etiópia), Mansour Alimoradi (Irã), Denny
JA (Indonésia) e Salwa Bakr (Egito).
A grande vencedora do Prêmio
Literário BRICS, anunciado na Rússia, em 29 de novembro, foi a escritora
egípcia Salwa Bakr. O escritor indonésio Denny Jah ganhou o prêmio especial na
edição inaugural do Prêmio Literário BRICS.
Salwa
Bakr: importância da literatura para a compreensão global | TV BRICS, 07.11.25
Fórum
no Brasil celebra criação da União dos Escritores do Brics - Brasil de Fato
FLÁVIO R. KOTHE
ISBN: 9786585957250
2025 | 620 p.
SINOPSE: Neste livro, Flávio R. Kothe faz uma revisão radical do cânone imperial brasileiro: abalam-se conceitos e preconceitos reproduzidos nas escolas, reavaliam-se obras consagradas, propõem-se novas categorias teóricas, decifram-se as razões que norteiam a seleção de textos. Os textos consagrados em antologias, histórias e livros didáticos são como fonemas de uma frase jamais formulada, cujo sentido está contido em cada um dos fragmentos e em nenhum deles: o olhar que a decifra revaloriza a cultura das minorias étnicas e dos grupos diferenciados, reavalia a herança colonial como imposição de uma identidade externa, desvela a função ideológica dos "clássicos", redescobre textos esquecidos que permitem iluminar a história pretérita como fundamento do presente.
FATURAMENTO DAS EDITORAS BRASILEIRAS COM CONTEÚDO DIGITAL CRESCEU 36% EM 2020, PASSANDO A REPRESENTAR 6% DO SETOR
CBL - 01/07/2021
Vendas de e-books, audiolivros e demais plataformas de distribuição contabilizaram R$ 147 milhões no ano passado. Coordenada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), a Pesquisa Conteúdo Digital do Setor Editorial Brasileiro chega à sua segunda edição, trazendo dados apurados pela Nielsen Book sobre a produção e as vendas de e-books, audiolivros e outras plataformas de conteúdo digital em 2020. Pela primeira vez, será possível analisar o desempenho deste mercado em comparação ao ano anterior (2019). A Pesquisa Conteúdo Digital revela que o faturamento das editoras com conteúdo digital em 2020 apresentou crescimento nominal de 43%, o que significa 36% em termos reais, considerando a variação do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) no período. A receita foi de 147 milhões no ano passado contra R$ 103 milhões em 2019. Assim, o conteúdo digital passou a representar 6% do mercado editorial brasileiro em 2020 – em 2019, esta fatia era de 4%. Do faturamento total com conteúdo digital em 2020, R$ 103 milhões foram de unidades vendidas (à la carte) e R$ 44 milhões foram por meio de outras plataformas de distribuição, como biblioteca virtual e serviços de assinatura de leitura digital. Em relação à quantidade, foram 8,57 milhões de unidades vendidas à la carte, sendo 92% de e-books e 8% de audiolivros. O levantamento aponta ainda que o preço médio de e-books teve queda real de 25%, reflexo de ações promocionais, campanhas e demais estratégias comerciais em meio à crise econômica em decorrência da pandemia do coronavírus. O estudo mapeia o conteúdo digital geral em três categorias: Ficção (literatura infantil, juvenil, jovens adultos, literatura geral, poesia etc.), Não Ficção (biografias, ensaios, autoajuda, negócios, espiritualidade, religião, entre outros) e Científicos, Técnicos e Profissionais (CTP). O acervo total em 2020 foi de 81 mil títulos. Em termos de representatividade, CTP sai à frente com 39% do total, seguido por Não Ficção (32%) e Ficção (28%). Quanto aos lançamentos, foram 10 mil títulos novos em circulação no mercado no ano passado, uma alta de 16% no comparativo com 2019. A categoria que mais registrou lançamentos de um ano para o outro foi Ficção, com um aumento de 27%.
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